Bola de Ouro 2026 expõe queda do Brasil entre os melhores jogadores do mundo

Vinicius Júnior termina na 17ª posição, registra sua pior colocação na premiação e iguala marca brasileira de 2010; país fica novamente sem representantes entre os dez primeiros.

O futebol brasileiro voltou a enfrentar um resultado frustrante em uma das premiações individuais mais importantes do esporte mundial. Na edição de 2026 da Bola de Ouro, Vinicius Júnior terminou na 17ª colocação, tornando-se o brasileiro mais bem posicionado na disputa masculina, mas repetindo a pior marca nacional registrada nos últimos 16 anos.

O resultado, divulgado na segunda-feira (26), representa um novo recuo para o atacante do Real Madrid, que já esteve próximo de conquistar o prêmio de melhor jogador do mundo. Em 2024, o brasileiro terminou na segunda posição, atrás do espanhol Rodri, mas perdeu espaço nas duas edições seguintes.

Além de Vinicius, apenas outros dois brasileiros apareceram entre os 30 melhores jogadores da categoria masculina. Gabriel Magalhães, zagueiro do Arsenal, ocupou a 21ª posição, enquanto Marquinhos, defensor do Paris Saint-Germain, ficou em 25º lugar.

De candidato ao título a uma posição distante do topo

A trajetória de Vinicius Júnior na Bola de Ouro revela uma mudança significativa em seu desempenho na classificação internacional.

Em 2022, quando apareceu pela primeira vez entre os indicados, o atacante terminou em oitavo lugar. No ano seguinte, avançou para a sexta posição e, em 2024, alcançou o vice-campeonato, consolidando-se entre os principais nomes do futebol mundial.

Entretanto, a sequência positiva foi interrompida. Em 2025, Vinicius caiu para o 16º lugar e, agora, recuou mais uma posição, registrando sua classificação mais baixa desde a primeira indicação.

Durante o período considerado pela premiação, entre agosto de 2025 e julho de 2026, o jogador marcou 28 gols e distribuiu 16 assistências. Os números incluem quatro gols e uma assistência durante a Copa do Mundo.

Apesar da contribuição individual do atacante, a eliminação da Seleção Brasileira nas oitavas de final do Mundial impediu uma campanha mais longa, que poderia ter ampliado sua projeção internacional.

Brasil repete desempenho de 2010

A 17ª posição de Vinicius Júnior iguala o resultado alcançado pelo lateral-direito Maicon em 2010, quando ele também foi o brasileiro mais bem classificado na Bola de Ouro.

A edição de 2026 marca ainda a primeira ausência de jogadores brasileiros entre os dez primeiros desde 2021, ano em que Neymar terminou na 16ª colocação.

O contraste fica evidente quando se observa o histórico do país na premiação. Ronaldo Fenômeno conquistou o troféu em 1997 e 2002, Rivaldo venceu em 1999, Ronaldinho Gaúcho em 2005 e Kaká em 2007.

Desde então, o Brasil não voltou a conquistar a principal distinção individual do futebol masculino.

Futebol feminino também fica fora das primeiras posições

Na disputa feminina, a goleira brasileira Lorena, do Kansas City Current, terminou em 28º lugar. Ela também esteve entre as finalistas da premiação específica para a melhor goleira.

A classificação reforça um cenário em que o Brasil mantém representantes no futebol internacional, mas encontra dificuldades para alcançar as primeiras posições das principais premiações individuais.

Embora o resultado não determine isoladamente a qualidade dos atletas brasileiros, ele evidencia a distância entre o desempenho atual e os períodos em que o país dominava as grandes premiações.

Para Vinicius Júnior, o desafio será recuperar o protagonismo que o levou ao segundo lugar em 2024. Para o futebol brasileiro, a edição de 2026 representa mais um sinal da necessidade de transformar talento individual em campanhas coletivas capazes de recolocar o país entre os grandes destaques do cenário mundial.

MAIS

Flávio Bolsonaro desembarca nos Estados Unidos após deixar o Brasil em meio a decisão do STF